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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

RESENHA | A LISTA DE SCHINDLER


Autor: Thomas Keneally
Editora: BestBolso
Gênero: História; Biografia
Ano: 2013
Páginas: 532


A história verdadeira deste homem que enfrentou perigos inacreditáveis e sacrificou tudo o que possuía, colocando em jogo a própria liberdade, para salvar mais de mil pessoas.
Partindo dos testemunhos dos Schindlerjuden - os judeus de Schindler -, Thomas Keneally compôs um romance notável e comovente, que retrata a coragem, a generosidade e a perspicácia de um herói em meio às cinzas do holocausto. Escrito com paixão, mas também com absoluta fidelidade aos fatos, A Lista de Schindler valeu a seu autor o cobiçado Prêmio Booker, da Inglaterra. Levado às telas com grande sucesso por Steven Spielberg, foi eleito o melhor filme de 1993 pela Associação dos Críticos de Nova York e de Los Angeles.



A minha edição (inclusive ganhei de presente) foi impressa em Janeiro de 2013. É um exemplar da BestBolso, por isso é pequeno e com uma capa de brochura bem molinha. Fora as letras e o espaçamento que são bem pequenos. A imagem da capa é de um campo de concentração nazista em Terezin, República Theca. 

Thomas conta a história de Oskar Schindler, a verdadeira, baseando-se em depoimentos de sobreviventes do Holocausto (graças a Schindler), ajuda de conhecidos seus do pós-guerra e de documentos fornecidos. Além de entrevistar 50 sobreviventes, graças a lista, distribuídos por 7 nações: Áustria, Israel, Austrália, Alemanha Ocidental, EUA, Argentina e Brasil.

Ele também visitou lugares citados no decorrer do livro acompanhado de Leopold que é um dos sobreviventes. Foram a lugares como a cidade de adoção de Oskar, a rua onde ainda se encontra a fábrica dele e , claro, Auschwitz que foi onde ele resgatou seus prisioneiros.

Todo mundo tem seus podres e seus méritos, com Oskar não era diferente. Sabemos como ele foi um anjo na vida de milhares de judeus que foram salvos por conta de sua famosa lista. Mas ele era rico, um grande empresário, um verdadeiro homem de negócios. Para conseguir tudo que conseguiu, salvar todos como fez, foi a base de coragem, empatia e muita troca de favores com os poderosos do nazismo.



Logo no começo fiquei triste com uma cena que logo me veio a cabeça. Ao ler a ida de Schindler a um jantar com um Capitão da SS, no meio do caminho o carro passa perto da fileira de vagões de gado. Segundo o narrador, poderiam estar transportando soldados de infantaria ou prisioneiros, mas pouco provável seria gado. Isso me fez lembrar do filme que mostra bem as condições desumanas em que os perseguidos por Hitler eram transportados.

O livro tem uma leitura muito cansativa, mas em partes onde vemos muita negociação de Schindler com a SS ou quando o autor nos apresenta o mau caráter de alguns dos mais poderosos membros do nazismo. Fora isso, o livro é uma rica fonte de conhecimento sobre esse episódio da II Guerra Mundial. Uma leitura excelente para quem quer conhecer mais sobre o Holocausto, sobre a quantidade de mortos nos vários campos de concentração, as condições de vida nesses campos, como os prisioneiros iam parar lá, enfim.

Meu livro é cheio de post-it porque marquei muitas passagens que falava sobre a desumanização, sobre o modo grotesco como os judeus eram tratados e as lindas atitudes de Oskar para salvar vidas em meio a todo esse caos, pois ele era muito engajado nisso. Já tinha burlado tantas Leis do Reich que se descoberto era logo morto.

Descobri, lendo, que os membros da SS lucravam muito negociando com jóias confiscadas dos prisioneiros; que as prisioneiras judias sofriam todo tipo de violência (psicológica, física e sexual); alguns nazistas achavam que as judias eram de raça suja e por isso ao invés de violenta-las, as espancadas.



Foi lendo este livro que vi que o Holocausto foi muito mais cruel e muito mais complexo que as câmaras de gás dos campos de concentração. Os perseguidos (não só judeus, mas marxistas, homossexuais, ciganos..) eram expulsos de suas próprias casas, demitidos dos empregos e seus filhos obrigados a sair das escolas. Além disso, eram jogados em guetos (uma espécie de acampamento/refúgio), proibidos de sair, a não ser os que ainda trabalhavam 
para empresários, como Oskar, ou os que limpavam as ruas. Fora que ainda eram obrigados a dividir um único cômodo com várias famílias.

Enfim, uma leitura que vale muito a pena para os apaixonados e curiosos por esse tema.


CURIOSIDADES
* Versão romantizada da história, porém, com fidelidade aos fatos;
* Publicado em 1981, se tornou a obra mais conhecida de Thomas Keneally;
* Em 1982 recebeu o Prêmio Booker (Booker Prize), que é um dos mais importantes prêmios literários atribuídos anualmente;
* Em 1993, o livro foi adaptado por Steven Spielberg para o cinema e foi vencedor de 7 Oscar.


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Você já leu? Conhece a história?? Me conta ai nos comentários e se tiver alguma dica de leitura vou adorar saber.


Até a próxima,
Suh.

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