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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

RESENHA | CINCO MINUTOS


Autor: José de Alencar
Editora: FTD
Gênero: Romance
Ano: 1991
Páginas: 60


Na obra de José de Alencar, "Cinco Minutos", publicado em 1856, inclui-se entre os chamados romances urbanos, que retratam os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado. Principal escritor brasileiro do período do Romantismo, José de Alencar publicou vinte romances, nos quais procurou mapear o país em todas as suas dimensões, utilizando os recursos do romance urbano, regionalista, indianista e histórico.



Mais um livro da minha pilha de paradidáticos que eu tenho aqui guardados ainda e aos poucos vou relendo ou lendo pela primeira vez.

Cinco Minutos é um romance escrito no início da carreira do José de Alencar. Sua estreia na ficção foi com a publicação de folhetins desta obra.

Este livro faz parte dos chamados romances urbanos, na qual Alencar retrata os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado.

É escrito em primeira pessoa pois o livro é como se fosse uma carta endereçada a prima do protagonista. Apesar de ser um clássico, a leitura é tranquila, de fácil entendimento e o livro é curtinho.

O protagonista, cujo nome não aparece no livro, resolve escrever uma carta para sua prima contando as idas e vindas de um amor inesperado. Logo nos primeiros parágrafos do livro, descobrimos que ele não é nada pontual. Perdeu o ônibus que ia pegar por conta de um atraso de cinco minutos.

"A mulher é uma flor que se estuda, como a flor do campo, pelas suas cores, pelas suas folhas e sobretudo pelo seu perfume." (Pág. 15)

Ao subir no próximo, ele vai direto para as últimas cadeiras, fugindo das conversas paralelas. Ao sentar ao lado de uma moça, toda coberta com seda e da pele macia, ele logo se apaixona.

Carlota, a moça do ônibus e da pele de pêssego, também se apaixona pelo protagonista sem nome - tipico de romances bobinhos com amores a primeira vista). Levando em conta o momento, a época em que a história se passa, acho normal já que as moças não tinham um contado tão próximo com rapazes (no livro ele chega e beijar a mão dela, rola uns carinhos inocentes).

O protagonista sem nome fica muito intrigado com Carlota - até então ele não sabe o nome dela - pois não consegue ver seu rosto para saber se es bela ou não.

Depois de um "ruge-ruge" no ônibus, o protagonista perde Carlota de vista, até desce do transporte para procurá-la. Nada.

Ele passa a procurá-la dia após dia, sempre pegando o mesmo ônibus das 19:00 horas na esperança de esbarrar em seu amor. Depois de um bom tempo ele vai a uma ópera e lá, adivinha, eles se encontram novamente.

Carlota foge de novo e o protagonista sem nome descobre, através de uma carta escrita por ela, que sua amada estava fugindo para livrá-lo de "um amor sem futuro".

Ele vê que ela foi para Petrópolis e, claro, vai atrás dela. A ida parece ser a coisa mais simples e rápida do mundo, mas esse coitado passa por tanta coisa que eu passei a torcer para que ele tivesse uma boa recompensa ao chegar.

Nesta obra, José de Alencar faz referência a outras obras como "Mil e Uma Noites". Descreve bem o modo de vida e os costumes dos cariocas do Segundo Reinado. Por mais que seja um livro curtinho, a história nos ensina muito.

"Amar, sentir-se amado, é sempre um gozo imenso e um grande consolo para a desgraça." (Pág. 31)



Beijos na testa,
Suh.


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