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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

FILME | LOUCAS PRA CASAR

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Título Original: Loucas Pra Casar
Gênero: Comédia; Nacional
Direção: Roberto Santucci
País de Origem: Brasil
100 minutos


Chegando perto do dia de seus casamentos, a fanática religiosa Maria (Tatá Werneck), a dançarina de boate Lúcia (Suzana Pires) e a corretora de imóveis Malu (Ingrid Guimarães) descobrem que estão namorando o mesmo homem, Samuel (Márcio Garcia), que prometeu se casar com as três. Decepcionadas, elas tentam se jogar da ponte Rio-Niterói, mas acabam se conhecendo. Agora, precisam decidir se vão brigar pelo cara ou se juntar em uma vingança contra o noivo infiel.


Lendo essa sinopse, conclui-se que o filme é mais uma comédia nacional bobinha. E é mesmo!

Confesso que estava curiosa para assistir porque achei o trailer bem divertido e quando o Telecine Play liberou, eu não perdi tempo.

Não vou dizer que o filme foi totalmente ruim porque o final me surpreendeu bastante. Mas foi só isso mesmo.

A trama já começa mostrando a personagem Malu, interpretado pela lindíssima e talentosa Ingrid Guimarães. Na história, ela é uma mulher bem sucedida, solteira, que trabalha muito e por isso tem sucesso na sua carreira de corretora de imoveis.

Até ai tudo bem. O problema veio quando o filme começou a mostrar outras duas personagens - a Maria, interpretada pela super engraçada Tata Werneck, e a Lúcia, interpretada pela Suzana Pires - e junto a elas outro lado da Malu.

O que essas três personagens tem em comum fora o noivo? A louca vontade de se casar com seu príncipe encantado.


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Por esse motivo, o filme começou a ficar muito machista mostrando sempre a super virilidade do personagem Samuel, interpretado pelo Márcio Garcia.

Samuel passou a ser mostrado como o super executivo, chefe da empresa aonde Malu trabalha, que é rico, bonitão e cobiçado por todas. Aquele cara que na balada esbanja garrafas e mais garrafas de Ciroc  em sua mesa. O que pega geral, vive fazendo promessas para enganar as mulheres bobas com quem ele se relaciona. Enfim, mostra muito a embalagem e pouco conteúdo.

Fora todo esse machismo, ainda mostra uma imagem ultrapassada da mulher e que infelizmente ainda podemos ver entre nós na sociedade. A imagem da mulher que por mais realizada que ela for, só se sentirá completa quando casar com sua alma gêmea. A mulher que faz de tudo para agradar o seu príncipe e esquece de agradar a se mesma, esquece do amor próprio e começa a fazer papel de trouxa achando que é tudo normal.

A mulher que só pensa em casar, ter seus filhos e viver uma união, um relacionamento maravilhosamente perfeito com sua família perfeita.

Estou exagerando e parecendo mal amada? Pode até ser, mas a verdade é que estou tentando ser realista e querendo que vocês entendam uma coisa: a mulher hoje consegue viver por conta própria, ter sua casa, seu emprego, sua vida sem depender de homem algum. Um casamento, um marido perfeito, filhos lindos, não é o que vai dizer se você é feliz ou não. É uma consequência.

A sua felicidade tem que depender de você e não de terceiros. Por isso achei ridículo mostrarem uma personagens que tem uma visão tão ultrapassada da vida.

Maaas, apesar de tudo isso.. volto a dizer que o final me surpreendeu de verdade. E eu terminei o filme com duas frases na cabeça: "primeiro aprenda a amar a si mesmo para depois conseguir amar outra pessoa" e "por mais que a embalagem chame muito a atenção, se preocupe mais com o conteúdo porque será dele que você irá usufruir"

Trailer




E ai, você assistiu ao filme? Concorda comigo ou tem uma opinião diferente?? Me conta ai!!


 Até a próxima,
Suh.

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