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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

RESENHA | GRITO | PAULO GUERRA


Autor: Paulo Guerra
Editora: Scortecci
Gênero: Poesias
Ano: 2014
Páginas: 70



A vida, a morte, a liberdade, a loucura e o amor são alguns dos motes que permeiam Grito.

Através dos enigmas presentes em toda sua poesia e das imagens criadas para transformar ideias esparsas em grandeza fixa, Paulo Guerra une, por detrás de cada palavra deste livro, os elementos que constituem a psicologia das massas e, de forma única, ele coloca em questão qual é o sentido da vida como um Todo.

Por isso, além de uma obra forte e cheia de liberdade, este livro também deve ser considerado um verdadeiro GRITO DE SABEDORIA.



A resenha de hoje é mais um livro nacional. Sim, gosto de divulgar livros nacionais por achar importante dá atenção aos autores daqui também e não ficar idolatrando só os estrangeiros.

Bom, o livro Grito, do Paulo Guerra, é uma obra de poesias - contendo ao todo 48 poemas divididos em 4 capítulos: Abismo, Loucura, Liberdade e O Casamento Entre o Espírito e a Carne.

A obra é cheira de referências, como Shakespeare, mitologia e filosofia. Por conta disso podemos deduzir que nosso jovem autor lê de tudo e seu conhecimento é bem amplo. 

Esse jovem autor brasileiro de Jacareí, teve essa obra, sua primeira, lançada dia 19 de julho de 2014, segundo o jornal Diário de Jacareí.

Quando recebi o livro do Paulo Guerra, ele enviou junto o jornal com a matéria que saiu a seu respeito e eu grifei o que achei interessante para divulgar aqui.

"Aos 21 anos, o autor busca em seu livro de estreia levar o leitor à reflexão sobre temas universais. Uma diversidade de autores e estilos compõem sua formação literária. Autores como o poeta britânico William Blake e o filósofo Mário Sérgio Portella. Paulo ressalta, no entanto, que o poeta e cantor norte-americano Jim Morrison, líder do The Doors, foi sua maior influência para iniciar sua própria jornada literária."

Por que Grito?

"O título Grito foi inspirado em um livro de Rubem Alves, Ostra feliz não faz pérola, o que, segundo ele, significa que um artista que não sofre, não produz grandes obras."
"Com a palavra grito não quero significar raiva ou revolta, mas sim uma forma de expressão de sentimentos, daquilo que está preso, engasgado", explica.



Dentre os 48 poemas existentes no livro, eu separei 3 dos quais eu mais gostei e vou colocá-los abaixo.


Novo Mundo (página 28)

O Ser Humano
Representa
A perfeição de Deus

  Obra de arte

Desenhar
(O Paraíso? A Mulher? O Amor?)
A lápis

Trazer de volta
O Paraíso Perdido

O Cântico das Sereias

A longa estrada
Que nos conduz
Ao nosso próprio
Reino

Debaixo das nuvens
Um Novo Mundo

O outro lado 
Da Noite

A Criação Sagrada


A Coroa do Poder (página 33)

A Coroa do Poder enfeita com seu jeito plácido
A cabeça da Sabedoria
(Majestade)
O corpo coberto de Verdade
- Persistência -
Uma realidade moldada na Natureza
Loucura

Deixe que o vento carrego no ombro
o mugir do desespero

Pois
a onde
morre
para frente
&
na areia
enterra
a espuma
            do Mar.


Noite (página 34)

A Noite chegou
calma & silenciosa
debruçada como uma
Mulher
no seu leito de
Glória

Hora de acordar

Vem

Atravessa o medo
                   Oculto

& agarra-te à vida
Esta mulher sedutora e
Perigosa


Prontinho. Vocês já conheciam o livro?
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Até a próxima,
Suh.

  

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