Páginas

sexta-feira, 11 de julho de 2014

RESENHA | ACEDE - LIVRO + FILME



Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Gênero: Romance
Ano: 2013
Páginas: 283


Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros... Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Eu queria mais números do que provavelmente vou ter.


  Li esse livro dias antes de assistir ao filme no cinema - antes tarde do que nunca. Eu já sabia muito da história por conta dos malditos spoilers que sempre aparecem nas redes sociais - eu reclamo mas sempre solto spoiler de The Walking Dead, serie da qual amo - e resolvi ler para entender como tudo acontece e a ordem dos fatos e tal.

  Muitas pessoas já haviam chegado em mim e falaram que eu iria chorar horrores lendo esse livro, que é uma história linda e que é um livro sensacional.

  Sim, é uma história muito linda, é um livro muito bom, porém, me fez rir pra caralho. A história tem seu lado triste? Sim! Mas a Hazel é tão bem humorada e o John escreveu o enredo com tanta leveza que eu ria muito lendo.

  Esse é o primeiro livro do John Green que leio e adorei o modo como ele escreveu ACEDE.

"A dor precisa ser sentida - Uma Aflição Imperial"

  Hazel Grace é uma jovem linda e muito bem humorada que tem câncer terminal. Como em todo tratamento ela toma os coqueteeis para conseguir ir levando a vida, mas começa a apresentar melhoras em seu caso clinico quando testa um novo medicamento - não lembro o nome dele e para avisar logo, foi inventado pelo autor.

  A doença encadeou problemas em seu pulmão e Hazel tem que ficar grudada no Felipe, seu cilindro de oxigênio.  Por conta disso, tem problemas de respiração e sua disposição é baixíssima, basta subir ou descer uns degraus que ela fica logo ofegante e tonta.

  Por conta disso, do câncer e obviamente dela está morrendo, seus pais vivem inteiramente à disposição. Hazel não frequenta mais o colégio, então fica a grande parte do tempo em casa.

  Sua mãe sempre insiste que ela vá ao grupo de apoio de crianças com câncer para conviver com outras pessoas e fazer amigos. É nesse grupo, que ela odeia frequentar, que logo no começo do livro dá de cara com Augustus Waters. 

"Meus pensamentos são estrelas que eu não consigo arrumar em constelações!"

  Augustus é um garoto lindo, charmoso, que tem olhos azuis, também teve câncer, mas está sem a doença há uns tempos, amigo de Patrick que sempre está no grupo de apoio mas nunca teve contato com Hazel.

  Como é de se esperar, Hazel se encanta por ele e ele por ela. 

  Augustus, com seu jeito de príncipe, vai mostrando para Hazel que há muito mais entre o céu e a terra do que os olhos podem ver. Os dois juntos começam uma relação linda de desejos, amor, companheirismo, carinhos, conversas, trocas de experiências, planos, realizações..

  Mas como toda relação, sempre tem aquele que demora mais para se entregar por medo de sofrer ou de fazer o outro sofrer. Nessa relação em especial, o medo era de Hazel, pois ela mesmo dizia que era uma granada prestes a explodir e ferir todos que estivessem próximos dela.  Esse é o maior motivo dela não querer ter amigos.

"Às vezes as pessoas não têm noção das promessas que estão fazendo no momento em que as fazem.!"

   Augustus não vê nisso uma explicação coerente e mesmo assim ele insiste. Do jeito dele, sem pressão, sem cobranças. Sendo lindo e dedicado.

  Hazel percebendo que não adianta fugir desse amor, que vai fazer Augustus sofrer se afastando dele, resolve, então, se envolver de corpo e alma e pronta para encarar o que vim.

  John Green não deixa a história tomar rumos comuns.Ele consegue escrever uma narrativa que fala sobre jovens com câncer que se apaixonam de um jeito leve e carismático. Desenvolve personagens com personalidades únicas e admiráveis.

  E deixa todos muito tristes, mas não decepcionados, com o desenrolar da trama.


  A respeito do filme, não tenho muito o que falar - por isso fiz um post só para os dois. Não gosto muito de adaptações por cortarem o livro e muitas vezes deixarem a história sem graça, sem nexo. Mas dessa em especial eu gostei muito. Senti falta de algumas coisas que tem no livro mas não colocaram, não gostei por não terem falado do Augustus - no livro o John conta a história dele e no filme isso foi cortado.

  Agora, tudo que eu ri lendo esse livro, eu chorei assistindo ao filme. Gente!! Vocês não têm ideia.. Assim que o filme começou já senti uma lagrima descendo do olho direito, quando ouvi a voz dela da Hazel na primeira frase, meu olho esquerdo não conseguiu segurar a pressão e outra lagrima desceu. Quando o filme acabou e ela falou "OK", aaaaaaaaahh.. desmoronei. kkkk

  Foi um misto de emoção, mas o melhor foi eu ver tudo o que li e imaginei acontecer na minha cabeça durante a leitura, ali, bem na minha frente. Por isso recomendo ler e depois assistir.

  Enfim, gostei do livro, o filme foi bom mas deixou a desejar como toda adaptação, mas vale a pena..

 Trailer do Filme:




 E ai gente, assim como eu você também choraram no filme?? Riram muito com os diálogos do livro??


Já conhecem o Orelha de Livro? Não? Clica Aqui!!!

Até a próxima,
Obrigada.
Suh!


2 comentários:

  1. Eu ri muito lendo o livro também, Suh! E chorei litros assistindo ao filme... genteeee, que tristeza!
    Uma colaboradora do meu blog também fez uma crítica do livro e do filme. Dá uma olhada lá:
    http://daliteratura.wordpress.com/2014/06/11/universo-paralelo-6-critica-a-culpa-e-das-estrelas-filme/
    Beijo.
    Karina
    http://daliteratura.wordpress.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não fui a única que rio com o livro e chorou horrores com o filme *-*
      Ta certo, vou ser sim..

      Beijos!!

      Excluir

Gostou? Então participa comentando abaixo ;)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...