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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

NOVIDADES | COMPANHIA DAS LETRAS


  Berlim: 1961, de Frederick Kempe
Em junho de 1961, Nikita Khruschóv chamou Berlim de “o lugar mais perigoso do mundo”. Ele não exagerava: a resistência das potências ocidentais em desocupar militarmente a porção oeste da cidade, conforme exigido por diversos ultimatos do líder comunista – que tentava conter as correntes de refugiados do Leste -, gerou sem dúvida a mais grave crise política do pós-guerra.
Culminando na construção do símbolo máximo da divisão do globo entre dois grupos antagônicos – o Muro de Berlim, que tornava palpável a metafórica Cortina de Ferro de Winston Churchill -, a crise de 1961 foi a primeira e única vez na história em que militares e tanques norte-americanos e soviéticos estiveram frente a frente, a metros de distância. Um erro, um soldado que perdesse o controle, um comandante menos preparado, qualquer escaramuça poderia ter gerado uma guerra atômica em questão de minutos.
Baseado em amplo repertório de fontes novas e entrevistas, Berlim, 1961 narra em ritmo de thriller este que foi um dos eventos cruciais do século XX, e é leitura obrigatória para a compreensão da história da Guerra Fria.


  Cadê você, Bernadette?, de Maria Semple 
Bee concluiu seus estudos na Galer Street, uma escola liberal de Seattle, com as melhores notas, e tudo o que ela quer como presente de formatura é uma viagem à Antártida na companhia dos pais. Elgin é um pai ausente, mas genial: programador da Microsoft, tornou-se um rock star no mundo nerd por ter dado a quarta palestra mais vista no TED, e está prestes a lançar o Samantha 2, o projeto de sua vida. O momento não poderia ser pior para se isolar no extremo sul do planeta. A mãe, Bernadette, já não aguenta a vida em Seattle e está à beira de um ataque de nervos. poucos dias antes da viagem, ela desaparece, com medo do convívio social e de sentir enjoo durante a travessia da passagem de Drake. Agora Bee fará tudo para encontrar a mãe. Mas antes ela terá de descobrir quem é essa mulher que ela acreditava conhecer tão bem.





  As damas do século XII, de Georges Duby 
O célebre historiador francês Georges Duby (1919-96) já definiu a Idade Média como a idade dos homens, Em estudos posteriores, no entanto, ele mostrou que, de certa maneira, a Idade Média foi também uma idade das mulheres, ou pelo menos de algumas delas. Saídas das sombras, elas acabaram por se revelar mais determinantes do que se costuma pensar. Em As damas do século XII, edição que reúne três de seus trabalhos sobre o tema, Duby analisa como a própria identidade de certas famílias nobres foi construída em torno de mulheres. Esta singular reinterpretação, elaborada em linguagem clara e envolvente, resulta em obra não apenas para especialistas, mas para todos os que buscam, através de leitura agradável, adentrar em camadas pouco conhecidas da história.





  #VemPraRua, de Piero Locatelli
O furioso mês de junho de 2013 pode ter mudado o jogo político no Brasil, além de ter inaugurado uma nova era de mobilização popular no país. Mas qual é a origem dessas manifestações? Afinal, como surgiu o Movimento Passe Livre (MPL), e quem são os membros desse grupo político horizontalizado (sem líderes) que galvanizou a opinião pública desde que começou a conduzir os protestos contra o aumento da tarifa de transporte público nas capitais? O jovem repórter Piero Locatelli retraça – com rigor jornalístico e empenho narrativo – o dia a dia das manifestações, demonstra como a violência policial fez com que todas as forças sociais do Brasil (incluindo a imprensa, antes cética diante dos protestos) se mostrassem simpáticas ao movimento e reconstitui, grito após grito, marcha após marcha, os episódios mais marcantes e fundamentais para que a série de protestos se inscrevesse num dos capítulos mais poderosos da história recente do Brasil. Piero, detido numa das grandes manifestações por estar levando prosaico frasco de vinagre na mochila (artefato que deveria protegê-lo do gás lacrimogêneo), teve acesso privilegiado a diversos integrantes do MPL, jovens habitualmente relutantes em falar com jornalistas. Também conversou com diversas fontes oficiais, funcionários do governo e pessoas comuns que saíram às ruas em busca de um país mais justo para todos. O resultado é uma narrativa jornalística envolvente e esclarecedora. E o começo de uma história nova na vida política brasileira.


Suh.


2 comentários:

  1. Olá, amei o post
    Marquei o blog em uma tag, da uma olhadinha
    http://livro-dos-prazeres.blogspot.com.br/
    bjs

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    Respostas
    1. Que bom que gostou, fico feliz *-*
      Verei a tag.

      Beijos!!

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