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segunda-feira, 24 de julho de 2017

RESENHA | NÃO SE APEGA, NÃO


Autora: Isabela Freitas
Editora: Intrínseca
Gênero: Romance
Ano: 2014
Páginas: 256


Desapegar: remover da sua vida tudo que torne o seu coração mais pesado. Loucos são os que mantêm relacionamentos ruins por medo da solidão. Qual é o problema de ficar sozinha? Que me desculpe o criador da frase “você deve encontrar a metade da sua laranja”. Calma lá, amigo. Eu nem gosto de laranja. O amor vem pros distraídos.
Tudo começa com um ponto-final: a decisão de terminar um namoro de dois anos com Gustavo, o namorado dos sonhos de toda garota. As amigas acharam que Isabela tinha enlouquecido, porque, afinal de contas, eles formavam um casal PER-FEI-TO! Mas por trás das aparências existia uma menina infeliz, disposta a assumir as consequências pela decisão de ficar sozinha. Estava na hora de resgatar o amor-próprio, a autoconfiança e entrar em contato com seus próprios desejos.
Parece fácil, mas atrapalhada do jeito que é, Isabela precisa primeiro lidar com o assédio de um primo gostosão, das tentações da balada e, principalmente, entender que o príncipe encantado é artigo em falta no mercado.
Isabela Freitas, em seu primeiro livro, narra os percalços vividos por sua personagem para encarar a vida e não se apegar ao que não presta, ainda assim, preservando seu lado romântico.



Conheci o trabalho da Isabela logo quando seu primeiro livro foi lançado. A Editora Intrínseca fez uma grande divulgação do Não se Apega, Não e como na época, 2014, eu estava muito entusiasmada com a blogosfera, principalmente porque o blog estava completando 1 ano de existência, ficava sempre de olho nas novidades do mercado editorial.

Lembro que eu tinha gostado muito da premissa do livro, pra falar a verdade foi logo o título que me chamou muito a atenção. Mas eu não leio um livro só por ler, ok, já fiz isso com histórias que não me cativaram mas só porque não consigo abandonar uma leitura preciso estar na vibe, preparada para a leitura.

Em 2016 eu tive minha primeira decepção amorosa e só agora em 2017, sim este ano, eu decide por fim a tudo que estava sentindo e vi que era a hora de começar essa leitura.


A trama se passa em Juiz de Fora (MG) e fala sobre a vida da jovem Isabela que tem vinte e poucos anos não sei ao certo. Não se apega, não vai abordar relacionamentos com enfoque na vertente amorosa. Vamos conhecer os dilemas da personagem, seus casos de amor, suas amizades, como ela lida com términos e rejeições, sua jornada em busca do autoconhecimento, do desapego e do amor-próprio.

A protagonista, Isabela, estava vivendo um relacionamento desgastado, não se sentindo mais feliz ao lado do namorado, Gustavo. Optando pelo término ela começou a enfrentar todos a sua volta dizendo que isso era loucura, que o Gustavo era o garoto dos sonhos de qualquer menina e que eles formavam um ótimo casal.

Engraçado como as pessoas adoram dar palpites no relacionamento dos outros sem nem ter noção do que realmente se passa na relação.

Bela é uma jovem que sempre estava namorando alguém. É do tipo de pessoa que não sabe aproveitar a própria companhia, curtir a vida solteira. Na vida real não é muito diferente para algumas pessoas, principalmente pelo fato da pressão posta pela sociedade para encontrarmos a tampa da nossa panela. Assim, crescemos acreditando que precisamos de alguém ao nosso lado para assim alcançarmos a felicidade plena.


Bela vai começar a aprender a viver "sozinha", entre aspas mesmo porque quem tem família e amigos nunca está sozinho. Vai ter que se conhecer, respeitar seu próprio espaço porque precisamos de um tempo para nós as vezes, se amar, se entender, se dedicar a ela, mas sem nunca perder seu lindo lado romântico.

O livro nos ensina que é importante saber desapegar de tudo aquilo que nos faz mal e que nos atrasa. Nos mostra que precisamos carregar na nossa bagagem pessoal itens importantes para o convívio com alguém, como amor-próprio, autoconfiança, honestidade, realização pessoal e felicidade. No capítulo 4 você encontra a explicação detalhada de cada item.

Isabela é um personagem fictício que representa todas nós que já passamos ou vamos passar por decepções, seja com amores ou com amigos. A autora explicou em uma entrevista que o livro não é uma autobiografia, embora tenha relatos de experiências vividas por ela mas que foram modificadas.

Meu exemplar tem um ótimo espaçamento, uma fonte grande e cada capítulo começa com uma frase que quase sempre é um tapa na minha cara. Por mais que pareça ou se encaixe no gênero autoajuda, eu vejo mais como um bom conselheiro. Existe uma história, relatos de experiências (mesmo que fictício) e junto a isso a autora vai nos ajudando a passar por bads como decepções amorosas, nos ensinando a respeitar nosso espaço, enfim, nada chato como alguns livros que listam passos para ser mais feliz.


Se já leu, me conta ai nos comentários o que achou e se tiver alguma indicação de leitura, fique a vontade.


Já conhecem o Orelha de Livro? Não? Clica Aqui!!!


Até a próxima,
Suh.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

SÉRIE | SKAM | NRK


Faz tempo que eu queria fazer esse post falando sobre Skam, mas, como amei muito essa série, estava tentando escrever algo que expressasse todo o meu amor por essa produção. Não sei se deu certo, mas o importante é tentar.

Skam é uma série norueguesa, criada em 2015, que aborda os dilemas de um grupo de jovens secundaristas. É composta por 4 temporadas (a ultima ainda está passando) e cada uma tem o foco em um personagem diferente, mas do mesmo grupo, que conta a história pelo seu ponto de vista. 

Ficamos por dentro do drama, das aventuras. Além de conhecermos um pouco da cultura, do modo de vida desses jovens noruegueses. Por conta disso, a série acaba que quebra muitos tabus e desconstrói muito preconceito besta que ainda temos em nós e em nossa sociedade.

Alguns dos temas abordados na série são: relacionamento homossexual, aceitação, primeiros amores, perda da virgindade, gravidez na adolescência, feminismo, intolerância religiosa, relacionamento com os pais..enfim.



As temporadas sempre recebem o nome do personagem em quem será o foco da história, mas está tudo interligado. É preciso assistir na ordem cronológica, caso contrário você pode não entender a trama.

A primeira temporada tem seu foco em Eva que está passando por problemas com seu primeiro namorado. Também é nessa temporada que ela conhece Noora, Vilde, Sana e Chris, formando assim o melhor grupo de amigas de todos os tempos.

A segunda temporada tem seu foco em Noora. Uma garota simplesmente maravilhosa, feminista, linda e misteriosa que começa a se apaixonar pelo badboy do colégio. A terceiro foca em Isak que passa a enfrentar sérias dúvidas a respeito de sua sexualidade, abordando ai o medo da aceitação própria e da não aceitação social. A quarta foca na dona da porra toda, Sana, uma muçulmana maravilhosa que luta todo dia para continuar honrando sua religião, mesmo morando em um país totalmente diferente do seu.

Amo todos os personagens. Sempre há uma leve identificação com algum ou com as atitudes deles. Não existe episódio morto, chato, pois em todos tem algum acontecimento que te deixa no chão querendo mais. Amo descobrir um pouco mais sobre cada personagem e conhecer seu ponto de vista, entender o que se passa com ele.

P.S.: melhor trila sonora com certeza!!!! Depois faço um post só com ela.


Trailer



Se tiver alguma indicação de série pode mandar!!


Até a próxima,
Suh

sexta-feira, 28 de abril de 2017

FILME | MINHA MÃE É UMA PEÇA 2

Título Original: Minha Mãe É Uma Peça 2
Gênero: Comédia
Direção: César Rodrigues
País de Origem: Brasil
96 minutos


Dona Hermínia (Paulo Gustavo) está de volta, desta vez rica, pois passou a apresentar um bem-sucedido programa de TV. Porém, a personagem superprotetora vai ter que lidar com o ninho vazio, afinal Juliano (Rodrigo Pandolfo) e Marcelina (Mariana Xavier) resolvem criar asas e sair de casa. Para balancear, Garib (Bruno Bebianno), o primogênito, chega com o neto. E ela também vai receber uma longa visitinha da irmã Lucia Helena (Patricya Travassos), a ovelha negra da família, que mora há anos em Nova York.



Vi alguns comentários no Filmow de pessoas dizendo que era uma continuação desnecessária. Em parte eu concordo já que o primeiro foi muito bom e poderia ter terminado com ele. Mas não significa que o segundo seja ruim.

Para quem assistiu ao primeiro filme deve lembrar que Dona Hermínia, após dar uma entrevista no parque, recebeu a proposta de ter seu próprio programa de TV. Uma produção simples na qual ela convida pessoas para debater sobre o tema do dia, que pode variar desde as dores de cabeça que uma mãe tem, até dicas do que fazer com os filhos que não querem nada com a vida.

Pois bem, o segundo filme aborda essa nova fase da vida de Dona Hermínia. Apresentadora de um programa bem-sucedido na TV, estável financeiramente e somente com as mesmas preocupações em relação aos seus filhos.


Falando nos filhos maravilhosos que ela tem: o Juliano resolveu experimentar coisas novas e está se rotulando bissexual. Marcelina, sempre linda e engraçada, decidiu que quer ser atriz e está estudando para um teste que pode lhe proporcionar uma vaga para um grupo de teatro de São Paulo.

Rica, solteira, mãe de dois jovens e, agora, avó. Dona Hermínia, mãe como todas as mães, terá que aprender a lidar com a Síndrome do Ninho Vazio e buscar novos Hobbies para ocupar sua mente inquieta.


P.S.: Amei a participação do dermatologista Thales Bretas, marido do Paulo Gustavo. Que casal, meus amigos, que casal!!


Trailer



Quero indicação de filmes de comédia. Me ajudem!!



Até a próxima,
Suh.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

RESENHA | CAIXA DE PÁSSAROS


Autor: Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Gênero: Thriller; Suspense
Ano: 2015
Páginas: 272


Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler. 
Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.


Eu e mais quatro amigas resolvemos montar um clube de leitura. Todo mês a gente entra em consenso a respeito do gênero e cada uma dá três opções de livros para o sorteio. Lemos e depois nos reunimos para debater sobre.

Caixa de Pássaros foi o nosso primeiro sorteado e abriu o clube com chave de ouro. Por mais que o livro tenha algumas falhas, como personagem mal desenvolvido e final fraco (ainda não sei se gostei ou não desse final rsrs), no geral gostamos bastante da leitura. Todas!


A leitura é super rápida, você nem sente que está terminando, acredito que por dois motivos: a história te deixa muito curiosa para saber o que ta acontecendo, o que causou tudo, e os capítulos são muito curtos. 

Os capítulos são intercalados entre passado e presente. A gente inicia a história sem saber de NADA. Conhecemos Malorie e seus supostos dois filhos que ela chama de Menina e Garoto, e podemos perceber que eles estão indo fazer uma viagem. Não sabemos pra onde e nem porquê nas condições que estão.

Por isso a leitura é rápida, tudo é muito cheio de mistério e suspense. Com o tempo a gente descobre que os personagens estão vivendo em um mundo pós-apocalíptico e que eles têm que viver vendados. Não podem tirar as vendas de jeito nenhum, a não ser que seja em um local seguro.


O que torna a leitura mais interessante é exatamente esse lance de sempre ter que ficar usando vendas. Assim como os personagens, nós leitores não sabemos de que inimigo eles estão se escondendo. Por isso, conseguimos ter uma noção da angustia e medo que os personagens sentem quando estão sob perigo ou quando seu cérebro pegam peças neles.

A única coisa que sabemos é que existe algo vagando entre os humanos que não pode ser visto. Conhecido mundialmente como "Relatório Rússia", as atividades foram se espalhando pelos países aos poucos.

Não se sabe se é um vírus, extraterrestres ou algo do tipo. Sabemos que se uma pessoa ver ela enlouquece. Ela mata qualquer pessoa que estiver por perto e depois comete suicídio. São mortes horríveis!

As opiniões a respeito do Caixa de Pássaros são muito divididas. Existem os que amaram, os que odiaram e os que não sabem ainda o que dizer, só sentir. A narrativa da história é espetacular, simplesmente maravilhosa mesmo. Todo o mistério e suspense, as revelações e construção de personagens são pontos positivos. Só achei que um dos personagens foi mal desenvolvido, é o Gary e vocês podem entender quando ler o livro. 

O maior problema foi o final. Eu não sabia o que esperar quando finalizei a leitura, mas queria que fosse algo foda assim como foi todo o enredo. Chegando no final eu fiquei bem triste porque eles não desenvolveram bem e por isso achei fraco. Mas, como já disse, no geral o livro é bom.


Se já leu, me conta ai nos comentários o que achou e se tiver alguma indicação de leitura, fique a vontade.


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Até a próxima,
Suh.


terça-feira, 25 de abril de 2017

CORREIO DO AMOR | SARAIVA + SUBMARINO



Esse ano de 2017 ta bom mesmo viu, já tenho outra postagem sobre algum recebido. Já disse que amo o Correio do Amor?? *-*

Estava eu vagando pela internet, só procrastinando como de costume, quando recebo dois e-mails daqueles de promoções de sites de compras. Um da Saraiva e outro da Submarino.

O da Saraiva dizia que alguns livros da editora Intrínseca estavam em promoção e na Submarino eram alguns livros da DarkSide Books. Imediatamente fui ver se tinha algo que me interessava né.

Claro que tinha! O resultado foram essas duas maravilhas que vocês já viram ai na imagem de início do post.


Sinopse: A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. 

É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. 

Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público.



Sinopse:  Se a ficção consegue ser tão assustadora, imagine o poder contido na história real? Muitos não sabem, mas a obra-prima de W. Peter Blatty, O Exorcista, não se trata de uma invenção. Ela foi inspirada num fenômeno ainda mais sombrio, desses que a ciência não consegue explicar: um exorcismo de verdade. A história real aconteceu em 1949, e você pode conhecê-la — se tiver coragem! — no livro EXORCISMO, do jornalista Thomas B. Allen, lançamento da DarkSide Books em 2016. 

Exorcismo narra em detalhes os fatos que aconteceram com Robert Mannheim, um jovem norte-americano de 14 anos que gostava de brincar com sua tábua ouija, presente que ganhou de uma tia que achava ser possível se comunicar com os mortos. Thomas B. Allen contou com uma santa contribuição para a pesquisa do seu trabalho. Ele teve acesso ao diário de um padre jesuíta que auxiliou o exorcista Bowdern. Como resultado, seu livro é considerado o mais completo relato de um exorcismo pela Igreja Católica desde a Idade Média. Os investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren definiram a obra de Thomas B. Allen como “um documento fascinante e imparcial sobre a lluta diária entre o bem e o mal”.



E ai, já leram algum?? Tem indicação de livro pra mim??




Até a próxima,
Suh.


terça-feira, 18 de abril de 2017

SÉRIE | PÉ NA COVA | REDE GLOBO



Não assisto mais novelas ou outros programas da Globo como antes, por motivos de: não sinto mais vontade e prefiro fazer outra coisa. Mas o pouco que ainda vejo são as série e minisséries. Tem umas que são muito boas, meu Deus!

Já fiz resenha tanto de série como se minissérie. Podem ver na página "Séries". E Pé na Cova é mais uma produção da Rede Globo que eu gostei bastante. Como de costume, ela passava toda terça e quinta-feira após a novela das 21H00.

O enredo se passa no Irajá, um subúrbio do Rio de Janeiro. Gira em torno de uma família muito louca e bem desconstruída. Gedivan Pereira, mais conhecido como Ruço, é dono de uma funerária chamada F.U.I. (Funerária Unidos do Irajá). Ele é casado com Abigail, uma moça 30 anos mais jovem que ele. Os dois moram em uma casa em cima da funerária e junto com Darlene, ex mulher de Ruço, e seus dois filhos, Odete e Alessanderson, que sonha ser político.

Como a renda da família é pouca, só a F.U.I. não dá conta de tudo, a Abigail (casada com a mecânica Tamanco) resolve abrir um site e fazer strip-tease para ajudar com as despesas da casa.



Eu amo a série por ser muito desconstruída. Você pode parar ai e imaginar qualquer situação conservadora, machista, vitima de preconceito que temos presente em nossa sociedade. Pensou? Pois bem, a série passa por cima de tudo isso. Quebra paradigmas.

Você encontra relacionamento lésbico, casamentos onde há uma grande diferença de idade, adoção por casal gay, relacionamentos com drag queen, prostituição como profissão, enfim. Muita coisa que são taxados como tabus em nossa sociedade a série aborda como sendo algo mais normal do mundo.

Acho isso muito bom, levando em consideração tantos programas com teor machista que são vinculados na TV aberta.


Curiosidades

* Contou com Miguel Falabella, Marília Pêra, Mart'nália, Luma Costa, Daniel Torres, Lorena Comparato, Magno Bandarz, Niana Machado, Sabrina Korgut, Laura Keller, Alexandre Zacchia, Eliana Rocha e Diogo Vilela nos papéis centrais.

* Os últimos momentos da queridíssima Marília Pêra foram nas gravações das ultimas temporadas. 

* Miguel Falabella deu uma entrevista falando que nas últimas cenas de Marília podemos notar que ela só atuava sentada ou deitada, isso era por conta de sua saudade, por ela estar muito debilitada.

* A série tem 5 temporadas e terminou dia 7 de abril de 2016.

* Apesar do pano de fundo aparente da série ser a morte, Miguel Falabella afirmou que, na verdade, o seu pano de fundo "é a grande tragédia da educação nacional".

* Os personagens retratam muito a população dos subúrbios. Pessoas que infelizmente não tiveram a oportunidade ter uma educação de qualidade, mas que têm muita sabedoria de vida e muita lição valiosa para nos passar.


Trailer



Abertura



Se tiver alguma indicação de série pode mandar!!



Até a próxima,
Suh.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

FILME | NÃO SEI COMO ELA CONSEGUE


Título Original: I Don't Know How She Does It
Gênero: Comédia
Direção: Douglas McGrath
País de Origem: EUA
89 minutos


Kate Reedy é uma gerente de um fundo de investimentos, esposa e mãe de dois que consegue acompanhar nove contas em cinco fusos horários diferentes e ainda estar em casa a tempo para os Teletubbies. Mas, certo dia, quando ela percebe que é 1:37 da manhã e ela ainda não conseguiu dormir porque está preocupada em fazer uma torta para a sua filha levar para a escola, Kate nota que sua vida se tornou irreconhecível.



Eu não entendo o porquê da nota no Filmow ser 2.8 sendo que é uma temática tão boa. Pensando bem, faz até sentido já que o filme aborda a mulher em mil e um papeis.

Kate é mãe de duas crianças lindas, esposa e muito dedica à profissão. As vezes se torna um pouco ausente já que precisa ficar viajando a trabalho. Isso nunca a deixou abalada até ela começar a ver que estava perdendo total controle da sua própria vida.

Vivemos em um mundo muito diferente dos anos 70/80/90. Atualmente as mulheres querem, cada vez mais, ser independentes. Ter sua casa, seu transporte, seu dinheiro e não ficar dependendo do companheiro para tudo. 

A mulher do século XXI é dedicada a ela. Pensa em sua carreira, sua família, sua vida e sempre buscando mais e mais destaque e sucesso. Por ser mulher, precisamos sempre nos destacar, caso contrário, essa sociedade machista e opressora nos esmaga.



Kate faz exatamente isso. Ela se dedica ao máximo a tudo que faz pois quer mostrar que pode e que é capaz. Claro, sabemos que ter sucesso em tudo ao mesmo tempo é complicado e por isso, as vezes, precisamos abdicar de algumas coisas e focar em outras.

Nossa protagonista começa a vivenciar isso. Seu casamento começa a apresentar problemas, seus filhos começam a jogar na sua que ela está muito ausente, ela começa a perder momentos em família maravilhosos por conta do trabalho e seu chefe cobra mais e mais dela sempre dando a entender que ela vai pedir arrego a qualquer momento.

É uma história muito legal que mostra o poder que nós mulheres temos. Que mostra que somos capazes sim de ter um emprego bom, de ter uma família e a tão sonhada independência. Agora, ele também nos mostra que querer abraçar o mundo com as pernas pode parecer uma boa ideia, mas a longo prazo pode trazer sérias preocupações. O foco é essencial.


Trailer

 



Alguma indicação de filme?? Fique a vontade!!




Até a próxima,
Suh.
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